terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Reflexão sobre a mídia televisiva brasileira


Já que minha última postagem foi sobre a dança na televisão brasileira e por coincidência recebi de meu amigo e filósofo Jefferson Kaibers um texto que faz uma crítica coerente sobre a influência da TV sobre nossas crianças e adolescentes, resolvi então compartilhar esse texto com todos que frequentam meu blog.


Jeff obrigada pela colaboração.


Desejo a todos uma boa Leitura.


Abraços


Ana...



Quem é o verdadeiro big brother?


Salve Skinner! Fico espantado ao pensar que programas ao estilo cela com câmeras podem ainda fazer sucesso no Brasil.
Quanto aos que se expõem no programa atrás da fama sem mérito e dinheiro fácil, até relevamos, pois todos são 'adultos' e 'responsáveis'; o problema é quando se faz isso em um canal aberto de tv, à pais que Não conversam com seus filhos sobre a programação que estão vendo;
Para quem ainda acha que a tv não tem influência, relato uma situação que vivi ano passado, quando uma aluna de 07 anos veio me perguntar se podia 'brincar' de luta livre, ao que fiquei sabendo que outro grande canal aberto exibia o 'show de vale tudo' nos sábados a tarde; ou ainda a outra aluna de 8 anos que dançava sensualmente em um mastro, imitando personagem de novela;
Mas o importante é observar o sentido educativo que um programa desses passa à sociedade, pois ele traz uma pergunta implícita: QUEM merece ter fama e dinheiro?
Qual perfil dessa pessoa? Aquele que diariamente dá a vida tentando ensinar crianças e jovens se tornarem homens e mulheres críticos, ou alguém que se dispõe a uma competição de egos?
Merece ter fama e grana quem faz uma pessoa pensar ou quem fala qualquer besteira para conquistar votos do público? Que contribuição traz um programa desses?
Outra 'máxima' transmitida é a do vale tudo! Por um milhão, afirmam os participantes, vale fazer qualquer coisa dentro da casa; então, porque não valeria fora dela também? Mensagem: vale tudo por dinheiro; só dinheiro te fará feliz...
Dizer que é o público quem escolhe o vencedor é uma grande falácia; para entender isso basta assistir um vídeo produzido pela BBC chamado Muito Além do cidadão Kane e que foi 'estranhamente' proibido aqui no Brasil.

Interessante que foi criado um prêmio chamado Profissionais do Ano, e quem ganha o premio? Não é um educador, nem um ambiemtalista, nem sóciologo. Não! O profissional do ano é um marketeiro, é aquele que dá dinheiro pra tv. Ser amigo da escola é bem mais que motivar voluntários;
Sonho com um país e com um emissora de tv que dê dinheiro e fama à uma pessoa que faça algo de útil pelo coletivo!
Sonho com um país e uma emissora de tv que dê prêmio ao profissional do ano, mas que esse profissional seja um educador;
Aquele cidadão que luta por justiça social, que busca a verdade e o bem do coletivo, qualquer cidadão que se enquadre nesse perfil é o verdadeiro big brother do Brasil!
Mas é assim, às vezes, o que o professor educa na sala de aula, a tv deseduca na sala de casa.
Bem, preciso reconhecer as grandes produções que uma tv pode fazer, mas quando há prós não significa que não devemos falar dos contras; não é possível colocar toda a programação num saco e jogar fora, tem coisa interessante sim e até educativa; mas para Casa de Vidro, sugiro que faça como eu: compre um aquário, que além de mais divertido e mais interessante, nos ensina a cuidar bem dos animais.

Kaibers, graduado em Filosofia pela UNIOESTE

sábado, 17 de janeiro de 2009

Quem pode dançar???


Vivemos em um país dançante por natureza, mas que dança é essa?
A dança acompanha sempre os sucessos musicais ou as festas tradicionais como carnaval e festas juninas. Passamos pela lambada, axé, country, funk, samba... e é assim que massa brasileira imagina é a dança, um amontoado de passinhos dois pra lá e dois pra cá, com popozudas rebolando e descendo até o chão vestidas com seus micro shorts e topinhos banalizando e vulgarizando não só a imagem feminina, mas o corpo e a dança também.
Os programas de TV são um meio fortíssimo para que se popularize e intensifique uma imagem e um entendimento errôneo sobre a dança, pois ao mostrarem apenas bailarinas usando micro vestidos, executando coreografias repetitivas e primárias, reforça-se ainda mais a idéia de que apenas para mulheres com corpos perfeitos que podem dançar e os bailarinos que aparecem são no máximo dançarinos de axé dançando sem camisa (pois são super sarados) rebolando tanto que parece que a qualquer minuto terão um lesão na região lombar.
Mas quem disse que esse é o único tipo de dança que nossos adolescentes devem ter acesso?
Por que não permitir a eles que experimentem algo diferente do convencional?
Não é uma das funções da escola proporcionar ao aluno a possibilidade de conhecer e compreender o que até então era por ele desconhecido?
È lógico que resistência existirá num primeiro momento, mas nada que conversa não resolva. Estimular os alunos para que eles descubram que nem só de bundas, corpão sarado e rebolados vive a dança e que eles podem dançar de uma forma diferente e muito mais interessante do que a que eles estão acostumados a ver na TV...

A dança é feita por todos e para todos e por isso apresento esse vídeo “Coreológicas IV” para que vocês possam visualizar que independente de idade, peso, altura, cor, religiosidade ou classe social todos podem e devem dançar.
A dança faz bem para o corpo e para mente, pois além de possibilitar uma conscientização corporal descobrindo novas possibilidades de movimentos nos permite também um crescimento intelectual, criativo e expressivo buscando sempre diferentes formas de relacionar corpo, espaço e sociedade.
VEJA O VÍDEO NO YOUTUBE:
http://www.youtube.com/watch?v=m1aa_vKvt10

REFERÊNCIAS DO VÍDEO E DA IMAGEM:
http://www.caleidos.com.br/cal/ciad/trabalhos.html#coreologicasIV

COREOLÓGICAS IV (estréia março 2006)
Em 2006, a Caleidos Cia. de Dança comemorou dez anos de trabalho com a montagem COREOLÓGICAS IV, em cartaz de março a junho do mesmo ano. Cada espetáculo COREOLÓGICAS aborda temas de movimento diferentes de forma artística, lúdica e prazerosa para público com diversas culturas corporais. COREOLÓGICAS é um espetáculo verdadeiramente inclusivo, pois convida e agrega, dançando, corpos, idades, etnias, classes e gêneros em processo de apreciação e criação individual e coletiva. Nesse espetáculo , outras formas de relacionamento entre artistas e público são lançadas estabelecendo uma nova relação entre a dança e a sociedade em que vivemos. Participam do projeto as intérpretes criadoras Fabiane Carneiro, Kátia Henrique, Melina Sanches e Isabel Marques e a estagiária Luara Bolandini. Agradecimento especial: Luciana Nunes, Cadu Granja, Eric Rafael e Fábio Brazil.


quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

FELIZ 2009 !!!


Apesar da frase "Ano Novo Vida Nova" ser um tanto quanto clichê, ela representa muito bem o sentimento que enche nossos corações e as expectativas que criamos para os próximos 12 meses.

È o momento de fazer planos, tirar a roupa velha do armário, deixar os acontecimentos tristes no passado e aprender com os erros, mas acima de tudo renovarmos a esperança esperando um ano melhor do que o que passou.


Desejo a todos um 2009 cheio de saúde, paz, harmonia e muita luz!!!!


Façamos da interrupção um caminho novo.

Da queda um passo de dança,

do medo uma escada,

do sonho uma ponte,

da procura um encontro!


Fernando Sabino